
A emoção de começar a leitura de um livro novo é imensa! Sabe aquele livro que você estava doido pra ler, comprou, pegou na biblioteca ou conseguiu emprestado? E agora, você está com ele na mão, a ponto de abrí-lo para começar a leitura? Sabe?!
Eu nunca vou direto à leitura! Não! Primeiro exploro o material, para me cercar de todos os elementos que possam aumentar o meu prazer de ler aquele livro! Sinopse de alguém que já leu a obra - e privilégio dos privilégios, tem o compromisso de apresentá-la para os outros leitores. Críticas publicadas em revistas e jornais (isso é muito comum quando o livro é tradução!). Informações sobre o autor, sua vida literária, outras obras de sua autoria, sucessos e fracassos... Vou tateando o livro com um certo nervosismo, que engraçado! Não quero perder uma informação sequer, não quero antecipar nada, não quero que fique faltando nenhum dado necessário para aumentar o prazer de ler. Por isso, leio até a ficha catalográfica do livro, e sinto bastante curiosidade em ver as palavras-chaves que usam para enquadrar uma obra, do tipo: lietratura brasileira, romance, infanto-juvenil... Só essas palavras já evocam o compromisso de apresentar uma obra digna de ter como epíteto, essas palavras! Portanto, deveria ser crime iludir o leitor!!!!
Mas tem propaganda enganosa pra tudo, porque não teria para uma obra literária? Às vezes o professor oferece aos alunos (quase sempre sem que eles tenham pedido) sua leitura (privilegiada) do texto (principalmente porque é anterior à dos alunos!), e quando o aluno vai ler, movido pela idéia "lida" do professor, lê-se outra coisa, distinta!